Novo alerta no Buritis
08/08/2012
Noticia publicada no jornal Estado de Minas no dia 03/08/2012, com alertas e sugestões do Presidente do IBAPE-MG Frederico Correia Lima
Imóveis da Rua Laura Soares Carro, no Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte, onde um prédio desabou e o outro foi demolido no inicio do ano, ainda correm risco de ser afetados pela instabilidade do terreno. O alerta é do engenheiro Frederico Correia Lima, presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG), que chama atenção para as áreas em que o subsolo é composto por filito (rocha de estrutura fina, em camadas sobrepostas), característico do Buritis e outros bairros no entorno da Serra do Curral. Para o engenheiro, além do acompanhamento técnico das condições locais, são necessárias obras de infraestrutura de contenção, além das que já foram feitas, antes que comece o período de chuvas.
O desmoronamento da encosta do Buritis foi tema de debate ontem à noite, promovido pelo IBAPE. O diretor técnico Clémenceau Chiabi Saliba Júnior, explicou que o objetivo da reunião não era definir responsáveis pelo acidente, mas analisar e debater os laudos existentes, os relatórios geotécnicos, hidráulicos, de controle e monitoramento de movimentação da região para obter uma fundamentação técnica.
O encontro ocorreu na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-MG), no Santo Agostinho, Região Centro-Sul de BH e reuniu engenheiros avaliadores e peritos, além de estudantes do curso de pós graduação da entidade para formação de profissionais da área. “A discussão em torno do que aconteceu no Buritis vai permitir que os engenheiros e peritos possam identificar os fatores que motivaram esse acidente, antes do período chuvoso. E isso é de extrema importância para evitar novas tragédias. Esclarecer as causas do ponto de vista técnico vai auxiliar na prevenção e verificação dos riscos”, explicou Frederico.
Para o presidente do IBAPE-MG, acidente do Buritis fomentou as discussões em torno das áreas de risco em Belo Horizonte, que não se limitam a vilas e favelas. “ As pessoas viram que imóveis em bairros de classe média também podem fazer parte da área de risco. Hoje temos propostas de leis no Legislativo municipal para criação de um banco de dados com todos os projetos de edificações a serem implantados na cidade. A vistoria cautelar dos impactos na vizinhança para liberação de novos empreendimentos é outra sugestão. E tem ainda a proposta da inspeção predial e manutenções de edificações”, assinalou.
Fonte: Jornal Estado de Minas – 03/08/2012
