Check-up predial
10/08/2012
Noticia publicada pela Revista Téchne onde conta com a colaboração do diretor do IBAPE-MG Kléber Martins
Etapas de Inspeção
Durante a inspeção predial avalia-se o real estado de conservação e manutenção
bem como o grau de criticidade das deficiências constatadas. A inspeção
possibilita a emissão de laudo com prioridades técnicas que auxiliam na
elaboração do plano de manutenção. “Trata-se da vistoria técnica para avaliar
as condições técnicas da edificação, na tentativa de aumentar sua vida útil,
desempenho e funcionabilidade”, explica o engenheiro Kléber Martins, diretor do
IBAPE-MG. “ É uma espécie de consulta
com clínico geral a partir da qual estruturamos o laudo de inspeção, documento
técnico, que deve ser conduzido de acordo com as orientações e prazos
estipulados”, acrescenta Flávia Pujadas.
A inspeção predial pode ser útil, ainda, para apoiar estudos de valorização e
modernização de imóveis e reduzir prêmios de seguro.
Há diferentes tipos de inspeção que podem ser realizadas em um edifício. A
escolha entre um ou outro modelo é influenciada por fatores como o grau de
profundidade e detalhamento desejado pelo inspetor, a finalidade da inspeção
predial, as condições do imóvel e a complexidade dos sistemas instalados, entre
outros.
Realizada por profissional – engenheiro ou arquiteto registrado no Conselho
Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) – habilitado, as chamadas inspeções
de nível 1 preveem a identificação de anomalias e falhas aparentes. Já nas
inspeções nível 2 há atuação de profissionais habilitados em uma ou mais
especialidades e podem ser utilizados equipamentos ou aparelhos auxiliares, bem
como análises de documentos técnicos específicos, de acordo com a complexidade
dos sistemas construtivos. Esse tipo de abordagem é mais usual diante da
necessidade de realização de inspeção detalhada ou quando a inspeção visual é
insuficiente. “Exemplo é o uso do esclerômetro para análise do concreto na
obra, avaliar sua resistência e investigar as áreas concretadas com baixa
qualidade ou comprometidas”, cita Martins.
Por fim, a análise de grau 3 utiliza os mesmos parâmetros definidos para a
inspeção de nível 2, acrescida de
auditoria de aspectos técnicos, de uso ou de manutenção predial empregada no
empreendimento, além de orientações para a melhoria e ajuste dos procedimentos
existentes no plano de manutenção.
Fonte: Revista Téchne Edição 184 ano 20
