Concreto do BRT da Avenida Cristiano Machado é arrancado
22/05/2013
De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG), Frederico Correia Lima, a PBH como contratante da empreiteira tem a obrigação de acompanhar a obra de perto. “Importante que a fiscalização esteja presente, mesmo que não fique o tempo todo. Mesmo que a prefeitura não vá pagar pelos reparos, tem que pensar também na questão do tempo, refazer impacta no prazo final da obra”, afirma.
Uma inspeção de
qualidade apontou problemas no piso que já estava pronto. A Sudecap afirma que
a demolição do pavimento não vai ter custos ao município, mas esse já é o
terceiro episódio de ‘derrubada’ de trechos prontos do BRT
Publicação: 21/05/2013 10:43 Atualização: 21/05/2013
17:55
A
empreiteira Constran, contratada pela Prefeitura de Belo Horizonte para
construção das estações do (BRT, transporte rápido por ônibus, na sigla em
inglês), está demolindo 105 metros quadrados de concreto na Avenida Cristiano
Machado, na altura do Bairro Ipiranga, na Região Nordeste de Belo Horizonte. De
acordo com a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), a quebra
do pavimento – entre as ruas Alberto Cintra e Jacuí – é um reparo
decorrente de inspeção de qualidade, que apontou problemas. Ainda de acordo com
o órgão, a demolição não vai ter custos ao município.
Segundo a Sudecap, a área demolida correspondente a 0,16% da área total de 65
mil metros quadrados do BRT na avenida, índice que está dentro da média (2%) de
reparo na execução de pavimentos em concreto. Esse é o terceiro episódio de de
“derrubada” de trechos prontos do BRT em Belo Horizonte.
O concreto também foi arrancado do corredor central da Avenida Antônio Carlos,
na altura do número 3.590, no Bairro São Francisco, na Região Norte. A medida,
adotada por falta de planejamento, como reconhecem até funcionários da obra,
somou-se a outro erro de projeto, na Cristiano Machado, onde uma estação do BRT
foi demolida, no Bairro União. Na oportunidade o prefeito Marcio Lacerda (PSB) argumentou
que essa estação se tratava de um “protótipo”.
Projeto e fiscalização
Além de responsável pela contratação de empresa para execução da construção, a
Sudecap também fiscaliza obras públicas do município. De acordo com o
presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de
Minas Gerais (Ibape-MG), Frederico Correia Lima, a PBH como contratante da
empreiteira tem a obrigação de acompanhar a obra de perto. “Importante que a
fiscalização esteja presente, mesmo que não fique o tempo todo. Mesmo que a
prefeitura não vá pagar pelos reparos, tem que pensar também na questão do
tempo, refazer impacta no prazo final da obra”, afirma.
Para o diretor do Ibape-MG, o problema das obras públicas na capital surge no
processo de licitação quando a empresa vencedora é contratada com um projeto
base. De acordo com Lima, esse documento inicial não serve para os engenheiros,
deve ser feito um projeto executivo antes do início dos trabalhos práticos. “O
projeto tem que ser aprofundado. Há necessidade de um detalhamento maior e
quando se faz esse detalhamento se descobrem várias coisas, até o custo da obra
pode aumentar”.
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O
especialista cita como exemplo o tal “protótipo” na Cristiano Machado. “Poderia
até ser pertinente o protótipo, mas provavelmente foi feito com o projeto
básico. Executar com projeto base é um erro”, conclui.
O
especialista cita como exemplo o tal “protótipo” na Cristiano Machado. “Poderia
até ser pertinente o protótipo, mas provavelmente foi feito com o projeto
básico. Executar com projeto base é um erro”, conclui.
Erro de execução
Sobre a demolição do concreto no Bairro
Ipiranga, o diretor do Ibape-MG reforça a informação da Sudecap dizendo que é
uma área muito pequena quando se pensa no todo. Ele acredita que o problema
pode ter sido na execução (lançamento do concreto) ou na escolha do material.
“Problemas de execução existem, o ideal é que fosse verificado antes”, afirma
Lima.
